Poética e Sensualidade




Escrito por Poética Flor de Lis às 17h53
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..GOSTO DE MAÇÃ...II.
 
Sabor de maçã..., mar, sol e chuva.
Meus amores imortais.
Amado meu - tanto querer! Por quê não vês que vivo
a te esperar?
Teu silêncio ficou dentro - bem lá no íntimo, o qual
outrora eu achava que eras apenas um jeito
de olhar de águia- e tímida calava mesmo machucada
em coração e corpo.
tanta saudades sinto ao pensar na tua geometria, invencível
sedutor -  meu beija flor, sou tua rosa vermelha, hei de
te amar até morrer.
Céu de abril, em que o desejo em cascata desce até a caverna
úmida de tesão. Arrepio percorre costas, seios
desembocando num vai e vem em todas as celúlas
pequeninas do clitóris. Ardores de " voglio succhiare il cazzo",
desejo imenso de sentir o gosto da tua boca forçando
meu sexo   até abri-lo - escancára-lo ensanguentando-o
de tua saliva. Enquanto eu percorro via láctea do teu
falo. 
Suymey _Poética


Escrito por Poética Flor de Lis às 17h52
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Escrito por Poética Flor de Lis às 11h47
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DESENCONTRO...
 
---, O desejo da força o prazer atiça...
Desejo, árvore velha e que o prazer enjovece,
mas que no entanto cresce...cresce dando
uma vontade danada da gente desfalecer
de tanta tesão. Somente para teus olhos
quero me fazer bela e exótica - diferente de
todas - para que um dia sorrindo te lembres
que sou uma pobre sonhadora de regiões
quiméricas.
É preciso que eu aprenda o real da vida e tu
aprendas que o amor da tua vida tu não
soubestes cuidar e a recordação de ti sempre
irá comigo aonde eu for.
Serei sempre cigana leitora do profundo
olhar dos homens...
Bem longe...atrás dos montes, do outro lado
da poça grande, tarde...muito tarde, além do
além - não sei e provavelmente jamais saberei aonde
vou, - eu não saberei aonde vais, tu que eu teria amado
se não tivesses me magoado.
As ruas, as noites com suas madrugadas solitárias que
não são de ninguém , apenas minhas...Cujo olhar me
doem como uma eternidade.
Te verei um dia?
Talvez, no eterno do tempo.
Teu passado de  nada sei - tens na alma segredos não
revelados?
Meu olhar que, de longe acompanha teus prazeres
clandestinos, fica inquieto e cheio de um imutável
silêncio.
Sou mulher - sou sônambula. Sou loba. Sou fêmea noturna.
Aprendi com o sofrimento dos meus dias a caminhar com
os olhos fechados e coração aberto.
Te canto com o ritmo de minha poética que nasce do meu desejo.
Mas nunca te encontro...
    Suymey


 


Escrito por Poética Flor de Lis às 11h44
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FILHOS DO DESEJO...



Escrito por Poética Flor de Lis às 18h31
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---No vazio do quarto, a saudade aperta o coração.
Não é necessário sentir o perfume dele, meu corpo
todo arde de desejo rememorando o tesão e o
prazer - neste leito, tantas foram as vezes que
as bocas arfaram, as línguas se consumiram, os sexos se
acoplaram. Um fogo interno me consome, a ausência
dele - faz o sexo da loba pulsar.
A alcova continua deserta...
Gemidos deixo escapar - o cheiro do cio que
se desprende da rosa  rubra , a saudade dele
 a me atiçar ainda mais o querer.
Eis que de repente vejo na porta a figura do amado.
Não me faço de rogada - atiro-me em seus braços, ele
me aperta, parece que há séculos não me abraça.
E desta vez vou me entregar, quero mais uma
vez provar deste pecado, desta coisa louca que me
consome, bandida, amoral, que me faz quase perder os
sentidos. Juras de amor ...no ar sussurradas, enquanto
roupas são jogadas; algo flui dos sexos. Consistente,
transparente, gostoso. È um sugar um ao
outro...num saborear afoito - o membro rijo
 e o ninho úmido em perfeito encaixe a
saciarmos com gula. Dois amantes,
em entrega sem limites, num voraz ritual,
 que se comem, se consomem. O ventre
faminto e o falo uma rocha a querer se
metabolizar em uma só carne.
O mundo lá fora não existe mais.
Homem e mulher a alçarem vôo juntos.
Arranho as costas dele de um jeito felina- e
quase estrangula a  vulva faminta seu falo
 ereto - dor e prazer alcançamos num só momento.
                   Poética Flor de Lis
 



Escrito por Poética Flor de Lis às 18h04
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Escrito por Poética Flor de Lis às 22h22
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 GUEIXA...(1)

GUEIXA...

CHEGADA AO JAPÃO.

---, Levaram-na para o Japão. Ficara órfã de mãe. O pai casara-se novamente.

Era um desses janeiros da Era cristã. Acostumara-se com os tios sansei. E por eles, nutria até um sincero afeto, eles que sempre pareciam tão sorridentes e amáveis.

Atravessara tantas águas - da janelinha do avião pôde ver os céus pesados e sujos – de repente foi que se deu conta que deixara para trás as paisagens verdejantes e as mais lindas praias ensolaradas do meu país Brasil.

Indiferente às risadas de um casal, ao seu lado -, eles tinham motivo para folgar, ela não. Lágrimas saltaram dos olhos puxadinhos.

Suy não acreditava no amor – a paixão para ela apenas existia nos livros de romances.

Quando atingiu a maioridade na década de 70, resolveu que seria uma profissional do entretenimento (gueixa). Afinal de contas num país em que o machismo era predominante, ela, como gueixa, seria considerada uma mulher liberada e a guardiã de uma das tradições mais belas do planeta.

A primeira vez que vestiu quimono, o que jamais esqueceria descobriu que as gueixas não usavam calcinhas. Como o quimono é bem justo nos quadris, e a linha formada pelo elástico sobressaia através do tecido. A flor de Lis estaria nua. Nada de roupa íntima. Calçou um par de meias, imaculadamente brancas e limpas com o dedo maior separado (tabi), usando de propósito um número menor, a fim de que ficassem perfeitamente esticadas. Imaginava quão seria difícil vestindo aquele quimono retirá-lo para realizar as necessidades fisiológicas. Mas logo constatou que não – que sem a calcinha e usando apenas a roupa de baixo mais íntima – o koshimaki, um pedaço de pano fino de pouco menos de 1 metro de largura e 1,80 metro de comprimento, de seda e náilon, simplesmente enrolado na cintura.

A iniciação de gueixa – fôra numa casa de chá que se chama Daí-Ichi no dialeto Quioto; foi o acontecimento marcante naquele momento do seu cotidiano – e lembra-se do olhar indagador da Okãsan (“mãe” - termo usado para designar a Gueixa que dirige a casa de chá).

Osaka, cidade japonesa, onde um certo gigante Grupo Empresarial é proprietário de uma mansão de bela arquitetura tradicional, a qual fica á disposição dos mais altos executivos do Grupo Empresarial para divertir a eles mesmos e a seus convidados.

O dia de trabalho de uma gueixa começa exatamente ás seis horas da tarde. O cabelo é o primeiro cuidado de uma profissional de entretenimento – deverá ser lavado e escovado com esmero, preso em uma cúpula perfeitamente lisa a fim de erguer a parte traseira e receber uma quantidade imensa de laquê, para que nenhum fio de cabelo se solte.

(*continua) ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨Poétic@ Flor de Lis





Escrito por Poética Flor de Lis às 22h20
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Escrito por Poética Flor de Lis às 22h19
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 Gueixa...(2)

A INICIAÇÃO.

(A gueixa...)

Seis horas da tarde em Osaka, Japão. Grupo de convidados no salão principal de banquetes.As gueixas esperam em uma pequena sala lateral com sofás e televisão. Chega o momento da entrada ao salão de banquete, Suy foi instruída para que ficasse perto de uma gueixa experiente.E foi lhe entregue juntamente com as outras um pequeno frasco de porcelana com saquê morno. A entrada no salão de banquete, todos os olhares se voltaram para a iniciante – as gueixas ajoelharam-se rapidamente e foram sentar-se ao lado dos convidados. Apenas Suy disse em dialeto Quioto: “Essa é a minha primeira vez. Peço-vos paciência”. Os convidados sorriram. Pareceu que tinham aceitado a presença da novata. E zelaram com cuidados para que a instrução daquela Sansei fosse eficiente.



Escrito por Poética Flor de Lis às 22h17
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Escrito por Poética Flor de Lis às 22h16
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 gueixa...(3)

BOA NOITE, MEU BEM. ISTO É MIZU-AGE. (*A Gueixa). (3)

Encarou-a por intermináveis instantes. Esfregou a região interna das coxas da gueixa Suy...

O cheiro dele fica impregnado na pele sedosa, o peito maciço comprimindo as costas delicadas, a respiração quente no bico de um seio, o suor escorrendo entre os mamilos doloridos dos beijos ávidos.

Ainda sente dor?

A dor vai e vem, o tesão arreganha a rosa úmida, Suy enterra as unhas no travesseiro.

Cada célula do corpo deseja. Ela grita de prazer. Ele pára. Tira o preservativo do magistral ereto, faz dos cabelos dela suas rédeas e inicia a cavalgada pelo palato róseo. Badala meia noite na Terra do sol poente. Parecem amantes no “Último Tango do Japão”. O líquido branco molha seus dentes, sua língua sente o gosto ligeiramente ácido. Tornara-se uma gueixa.

Poétic@ Flor de Lis.



Escrito por Poética Flor de Lis às 22h15
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BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, Mulher, de 36 a 45 anos, Portuguese, Livros, Informática e Internet, LITERATURA
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