Poética e Sensualidade


A Paixão segundo Suy...

 

A PAIXÃO SEGUNDO SUY

 

O que sou? Tento descobrir de onde vem essa maneira de pensar sozinha, de olhar com um sorriso secreto hábitos e jeitos masculinos atenciosos. Olho-os com admiração. Mas dali a pouco descubro que são falsos trejeitos. E vejo a vida passar. Uma vida inteira tentando te encontrar - Senhor Desejo.

Chorei de saudade e pela falta de cumplicidade que há no meu cotidiano. E confesso que receio o momento que terei de explicar as fantasias.

---, Fantasias de sentir o prazer de mãos em estado de coesão - mãos delicadas que acarinham...Partilhar essa vontade de ficar abraçada a ouvir o teu respirar o teu adormecer. Rituais românticos – fazer amor de madrugada. A mão dele nas coxas macias...Beijos perfeitos – devassos, molhados.

 

Durante horas de perdição – são os momentos que mais esqueço do que sou. De tão assustada me ponho a rir descontroladamente – a fim de espantar a tristeza e sonho que alguém está segurando a minha mão enquanto eu repouso a cabeça no ombro do meu homem Destino.Inimaginável desejo me abala a pele de loba. Invento olhos e boca que me devoram, como se o amor que quero fosse domínio meu.

Domínio meu - um bem querer, paraíso do qual sempre sonhei...Amore mio.

E como se me despertassem de um estado de hibernação alguém me sacode e fala – “tu buscas, mulher, o inexpressivo”. Eu respondo com veemência que não. Não busco. A busca que busco é secreta e profunda – é silenciosa. Muitos não a compreendem. Poucos a entendem no seu coração. Tenho receio. Sou Loba tímida e temerosa. Rezo para sair de dentro de mim e continuar “viva”.

 

Meu amor é tão imenso que não resisto continuar silenciosa - por muitos cotidianos e escrevo. Escrevo, escrevo com sangue...

A respiração do mundo posso ouvir no silêncio da folha em branco – e ela me é tão pesada que me deprime e tenho receio, de repente, não suportar mais.

                Poétic@_Suymey



Escrito por Poética Flor de Lis às 09h44
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Viagem...

Viagem pela Via Láctea...(Solidão)
 
"E a espera doe tamén pero malia
todo continuamos além da dor,
porque ela mesma nos impulsa,
empurramos fóra de nós mesmos,
para continuar agardando..."
 
A solidão geometriza meu momento - dentro
da alma cubos e formas gélidas. Prevejo
tempestades. Do outro lado do oceano
ficaram meus sonhos...
Sonhos que de tão esquecidos- tornaram-se
pétreos, eu era somente paixão, lembra-se,
Senhor Destino?
Estou calma...nascendo lentamente. E, isso
leva tempo...
Os beija-flores  alimentam a rosa rubra, enquanto
eu brinco de loba no cio.
Poética_Flor   (FP)


Escrito por Poética Flor de Lis às 12h14
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Monólogo de uma Pecadora...(250)

 
Monólogo de uma Pecadora...
 
Apaguei as luzes e precisei confessar o que ia
no meu íntimo às águas azuis do mar que ali me
fitava em sua eterna mudez:
-Num tempo não muito distante o queimor de sol
escaldante que ardia entre minhas pernas, levou-me
a deitar sobre um sexo avolumado, faminto, agoniado
pelo desejo de ser tragado pela gruta úmida
protegida por coxas macias - que sempre iniciavam
um galope louco por aquele corpo de homem lobo.
O depois - era uma pausa como numa sinfonia de  Mozart,
nos olhos dele brilhavam um riso dourado e nos lábios
a vontade que tínhamos de conversar tantas coisas, no
entanto apagávamos as vozes e os cílios para adormecer
alados...
Pecador!...O teu silêncio é tão terrivelmente gélido...
espero respostas,não consigo me controlar,poderia também
permanecer na estática da vida, segurando o desejo.
Tenho receio do perigo e da ameaça que é se estar
apaixonada,tantos sonhos sonhei antes de te encontrar e
agora busco uma afirmação do que o que sentimos
realmente foi verdadeiro - para nós dois.
Tão fera ferida sempre fôra...E no entanto, apesar
da experiência de muitos cotidianos desastrosos
vividos, deixei-me seduzir...Abrí-me para a paixão
desmedida, avassaladora...
Ele, pele e coração de lobo, uma energia que
transbordava através dos poros - algo fascinante
e adorávelmente sedutor. Renunciei á minha segurança
pétrea e me entreguei à luxúria.
Deixou-me tão depressa - logo após ele ter me transformado
em papier mâché.
---,Guarda oceano em tuas  águas abissais - você que é
meu confidente, tudo que te falo, em confissão, neste
momento de tristeza.
           (  F. P )  


Escrito por Poética Flor de Lis às 16h23
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Desencontro...

---, O desejo da força o prazer atiça...
Desejo, árvore velha e que o prazer enjovece,
mas que no entanto cresce...cresce dando
uma vontade danada da gente desfalecer
de tanta tesão. Somente para teus olhos
quero me fazer bela e exótica - diferente de
todas - para que um dia sorrindo te lembres
que sou uma pobre sonhadora de regiões
quiméricas.
É preciso que eu aprenda o real da vida e tu
aprendas que o amor da tua vida tu não
soubestes cuidar e a recordação de ti sempre
irá comigo aonde eu for.
Serei sempre cigana leitora do profundo
olhar dos homens...
Bem longe...atrás dos montes, do outro lado
da poça grande, tarde...muito tarde, além do
além - não sei e provavelmente jamais saberei aonde
vou, - eu não saberei aonde vais, tu que eu teria amado
se não tivesses me magoado.
As ruas, as noites com suas madrugadas solitárias que
não são de ninguém , apenas minhas...Cujo olhar me
doem como uma eternidade.
Te verei um dia?
Talvez, no eterno do tempo.
Teu passado de nada sei - tens na alma segredos não
revelados?
Meu olhar que, de longe acompanha teus prazeres
clandestinos, fica inquieto e cheio de um imutável
silêncio.
Sou mulher - sou sônambula. Sou loba. Sou fêmea noturna.
Aprendi com o sofrimento dos meus dias a caminhar com
os olhos fechados e coração aberto.
Te canto com o ritmo de minha poética que nasce do meu desejo.
Mas nunca te encontro...



Escrito por Poética Flor de Lis às 20h24
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PROPOSTA

Proposta

Eu serei você, você será parte de mim, e você,eu sei é o
infinito, o zero, a minha porção mais cara, mais
verdadeira, minha e sua.Quero ter a terra e o mar da água
que banha, que  molha seus lindos cabelos, sua pele
sedosa e perfumada, seu olhar de tigresa...Quando me diz
um eu te digo mil, me dê e eu te darei dez mil, dez mil...

Canções só para você ...meu mel, meu dom, minha amada.
Saiba quem sou nas minhas emoções que são também suas,
seus nervos, seus músculos, seus desejos seus amores,
diga sim eu te quero, jamais digas não, sempre sim, vem
beijar o néctar das flores, vamos viajar por galáxias de
anis, por terras douradas de pássaros e maças rubras.
Leia-me e leia a si mesma, serei eu que é você.
Ouça e digas sim, mesmo querendo dizer não, não sou teu
dono mas sou teu senhor, sempre você decidindo e eu me
calando, acredite você é plural!
Jamais me diga adeus...pesquisadora do amanhã.Procure-me
no jardim das acácias, me encontre juntinho a seus
guardados mais secretos,queres provar do meu mel que é
seu sal?
Eu sou a voz do teu coração, sou o vôo de um beija-flor,
uma cegonha mais que pássaro voante, sou seu manto, sou
sua estrada serei, sou também lama...por ti serei
qualquer coisa!
Uma estrada sou a noite, seu monstro, seu fervor, seu
amuleto, sua paixão mais desmedida concretizada em prazer,
quando pensar em mim veja teu coração a pulsar, músculos
a brilhar e a boca se abrir num lindo sorisso, porque
dizer que não presto é selvagem, excitante, diga qualquer
coisa mas não diga que nunca a si mesma, você pode
remover montanhas, amar até morrer no abismo do fogo, te
conheço desde o dia em que pude ver em seu olhar mil
segredos, mistérios trançados numa caixa que encontrei no
teu quarto....lembra-se?
Açoite-me, mas entendas que estás agitando a si mesma,
somos siameses...sempre serei tua última palavra no leito
da morte.

O amor só dura em liberdade, o ciúme é só egoísmo e
vaidade, sofro, mas vou te libertar, clareia a manhã, o sol
vai esconder as estrelas pérolas do céu, refletindo em
seus olhos a luz do dia, a contemplar seu corpo sedento,
louco de prazer, e do amor gritou-se o escândalo ao medo,
criou-se o trágico, no rosto pintou-se o pálido e não
rolou uma lágrima nem uma lástima para socorrer...Vergel
de petrus deu-se o hábito de caminhar pelas trevas e
murmurar seu nome, de ver o tempo correr implacável, sob
o sono dos séculos, amanheceu o espetáculo dos arco-íris,
como uma chuva de pétalas, como se o céu vendo as penas,
morresse de dó e chovesse perdão...queimando...
queimando ternura, não ousando conter nos lábios o
sorriso e a paixão, pois transbordando de flores a calma
dos lagos provocou a ira das rosas dos ventos, danou-se
o leito dos rios fartando-se o oceano, como numa enchente
amazônica brava, impetuosa, borbulhante tal qual
champagne, explosão atônita...fiquei louco em minha
virilidade quando senti que me deixavas com um rastro de
jasmim...para sempre dentro de mim, era como um sonho
bom, lindo toque a me despertar para um caminhar livre,
convite para ser feliz e amar.

...de um desconhecido para Flor de Lis

(Fátima Pessoa)



Escrito por Poética Flor de Lis às 18h32
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