Poética e Sensualidade


Morrer ou Nascer...por uma paixão?


MORRER ou NASCER...?

---, Ouve-se apenas o barulho suave dos corpos se amando, travando uma muda batalha para saciar o desejo. O que pensar naquele instante?...Nada.

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Estávamos tão puros e livres que o sem-tempo escorria pelas quatro paredes, o silêncio, o silêncio tornava as respirações e os gemidos, o som maior, a noite calara tudo lá fora...

Senti tua imagem diluída, Senhora Solidão/Poética, minha princesa, a escuridão do quarto, não me deixava ver teu olhar, suguei suavemente teu corpo contra o meu, o que provocou em você um espasmo de prazer, ficamos um só... estaria a morrer ou a nascer?

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Sangue, suor e carne naquele exato momento se fundiram...atravessei tua caverna úmida – em busca de um-não-sei- o quê- obstinadamente e penetrante , como uma espada do mais puro aço, sentindo tuas chamas crescerem e me dando a exata certeza de que dali em diante não haveria retorno – o luar veio desnudar nossos corpos – e fiquei como ensandecido por um tesão repentino, a te mordiscar, lá fora o mundo escoava, e do seu rosto duas lágrimas vieram umedecer minha boca, dúvidas me assaltaram – não sabia se vivia ou se estava a morrer, se tudo o que tinha era pouco ou demais...

DESCOBERTA...

Naqueles instantes, viera-me a exata noção do irremediável, estaria perdidamente apaixonado, e saberia que teria que admitir o perigo em que estava me metendo, uma angústia ameaçava emergir do íntimo e inesperadamente iniciar um processo de fuga – sentia-me tão lento e fraco –mesmo consciente que o temor de magoar alguém , importante em meu contexto de vida, aprofundara-me num sentimento de espera para satisfazer o desejo e acalmar o tesão, ...senhora Solidão/Poética na clausula, seria necessário ficar – reconhecera em si a covardia e a fragilidade de sua vida – ficaria quieto...

(FP)

Escrito por Poética Flor de Lis às 22h38
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Famintos.../Lobos

FAMINTOS...  / L O B O S
 
---,Ele a segura... puxa-a ao seu encontro.
A beija na boca...ardentemente... ela reluta... mas depois cede...
Despindo-a devagar... e se deslumbrando com a pele macia de loba... Beija seu pescoço... Os seios acaricia-os com suas mãos, para quase no mesmo instante beijá-los com os lábios carnudos e o hálito quente de desejo...É o Lobo desejando com o furor da tesão. Conseguindo assim enfurecer o corpo de fêmea- loba no cio, eterizando em gemidos, um momento único de entrega total, semelhante ao acontecido numa manhã chuvosa...
Sente o cheiro exalar dos corpos em combustão...se espalhar entre as quatro paredes - é o desejo se materializando. Se surpreende - Ela,numa brusca frenética, excitada e trêmula, toca o ponto mais rijo do corpo dele ...., ele estremece de prazer, aumentando ainda mais o tesão (...como se fosse possível!...). Num lento ritual saceia-se lambendo a vulva umedecida. Ela, como
se reagisse - moveu-se impaciente nsinuando uma de suas mãos pelo ventre dele .... curvando o corpo carnudo, firmando a masculinidade rija excitada em sua intimidade molhada..., ela ofegou e gemeu alto, parecia enlouquecida, ao sentir aquele falo quente, pulsante e imenso preenchendo-a.Gemidos e sussurros se misturam -se agarram - luta de dois corpos suados,se amam em delirio. Nem é necessário palavras. O mundo lá fora está esquecido.
Ele a penetrando com seu membro rijo, grosso, ela movimentando os quadris sentindo a invasão profunda, e assim ficam galopando numa dança de querer-cada-vez-mais, como num canibalismo insaciável dos sexos côncavo e convexo. Um indo e vindo, onde somente o prazer preenchia espaços.A fenda  finalmente umedeceu,alargou para dá passagem ao orgasmo intenso, múltiplo,enterra as unhas nas costas dele...Se tornam apenas um. E suados se fitam, sorriem ele a beija na boca - para logo após abraçadinhos - adormecerem.
                 Fátima Pessoa
 
 


Escrito por Poética Flor de Lis às 18h27
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Caminhos Dificeis...

---,Ser bonita e inteligente, pensa Angellis, importante, no entanto, ser feliz, muito mais, gostaria de um amor intenso, sincero e cúmplice, tudo o mais lutaria para conseguir, por si mesma.Não era feliz, faltava um amor intenso, sincero e cúmplice.Nunca teria a intenção de ser uma Emma Bovary, Anna Karenina ou Julieta Capuleto, nunca teria a pretensão de ficar prostada por uma desilusão amorosa, reconhecia não ser uma mulher dócil, passiva, a natureza de Loba sempre se faria mais presente, jamais permitiria que um homem, por mais encantador que fosse, tirar-lhe a razão e a sensatez, e sempre que amasse, ela estabeleceria as condições.

O que tornava Emílio interessante, sem dúvida nenhuma, era ele ser um homem que apreciava as mulheres profundamente, com avidez, não que tivesse complexo de Dom Juan, longe disso, mas não apenas sexualmente, mas em todas as suas características.Havia duas coisas em Emílio, que o tornavam diferente de um príncipe – ser um brasileiro autêntico, sadio, um gosto refinado pela música e uma bela voz, firme e sensual.Suas maneiras e tom de voz naturalmente agradável e sem constrangimentos, fizeram sucesso junto a Angellis, e e a fizeram mudar hábitos de fidelidade. Fôra tudo tão rápido e intenso...A atração que sentira , a primeira vez que o vira, foi um fato marcante, como se o conhecesse há muito, e por um tempo quase acreditaraser ele  tudo o que procurava em um homem, a vida inteira.Estaria pronta para um amante não solene, um ser substancial, abriria caminhos, que Angellis jamais pensara em existir? Necessitava meditar nas longas caminhadas solitárias à beira mar, entretanto,  logo descobrira que ele não era o parceiro ideal. Quase chegara a essa descoberta quando já era tarde demais. Mas, felizmente estava sentindo-se em liberdade em Ter escolhas ilimitadas. A busca de uma mulher - tem caminhos dificeis. 



Escrito por Poética Flor de Lis às 22h33
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Senhor Desejo

Inicio neste momento da vida um silencioso
diálogo contigo - Senhor Desejo, tentativa
de te dizer tantas coisas minhas.
Milhões de frases bonitas jamais conseguiriam
alcançar o que sinto por |Ti. Meu desejo é
tornar-me fluídica para escorrer sensualmente
em cada pedacinho do teu corpo másculo.
 
N O V A M E N T E... mas você parece  não querer mais.
Então, Senhor Desejo, permita que a Senhora
Solidão relembre o que foi --- e o que passou.
 
"...Quedo-me quase arrependida por não ter te
devorado - assim nada restaria para outra
mulher que ambicionasse teu desejo.
 
Fico quase louca de tesão quando relembro a
sensação deliciosa de sentir a pressão das
tuas pernas- de teus quadris segurando-me
contra a parede, o contorno duro e inconfundível.
Esse é o homem - que quando fechou a porta numa
certa tarde, abriu outra.
Músculos rígidos - a camisa retirada. Meu olhar e
boca se deliciaram com os músculos rigidos com
tendões protuberantes de quem fazia regularmente
 exercícios."
 
...Ao inves da aparência aristocrática de
quem toma decisões,  "Ele" possue um ar confiante
e educado de um *homem lobo maduro - mas o sorriso
de um garoto-travesso.
E apesar da suavidade que sentira
quando Ele correu os  dedos tão levemente
ao longo de minha nuca...Um arrepio percorreu
meu corpo todo.
 
* ("---Aprendi que o "amor" tão falado, propalado e
desejado nasce de uma cumplicidade emocional
e intelectual que revalida o conceito do "verdadeiro
amor" e que dificilmente possa ser encontrado ou
se compor entre pessoas de diferentes gerações".)
 
"...Ajoelho-me a sua frente e começo
a explorar cada pedacinho do seu
corpo, como se nunca o tivesse
tocado. Você de olhos fechados,
sussurra obscenidades - que delicia!
beijo-lhe todo o local mais tesudo....
e o acaricio com minha língua
quente e úmida, você sente
minha boca quente a suga-lo
vorazmente... que prazer maravilhoso...e,
 eu ficando cada vez mais
completamente louca de tesão,
 
Em poucos minutos você diz gritando
e gemendo: “Ai vou gozar,
vem comigo meu amor, vem comigo”.
E gozamos juntos, alucinadamente...
 
Aquele foi o homem que num tempo
foi meu Senhor Desejo.
     (fp)


Escrito por Poética Flor de Lis às 16h26
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Fêmea...

FÊMEA...

Arrepios. Pelos  meus com pelos teus. Praticando diabruras em quarto de motel. Cúmplices no desejo.

Tesão. Pecar . Sou toda feita de Tesão e Fogo.

 

Em cada encontro, um sonho saciado. Ele é segredo meu.Não é romântico – mas saceia a fome da loba faminta, deixando-me externuadamente saciada. Tirou-me de uma morte não esperada, não há tempo para diálogos- a vida imita a alegria. É inverno – tempo que os lobos encontram-se esfaimados descem as montanhas. As rosas rubras se abrem e túmidas ficam como flor nascida. È levíssima presença –  Não preciso mais escrever.Não há palavras , nem súplicas para

que um dia ELE olhe para mim ou me ame. Agora me resumo em fêmea apenas – sou errante, apenas o mar me seduz para logo depois me afogar.

 

Graciosidade não me falta ao me curvar sobre o talo grosso e inquebrável –há tanto instinto da natureza – que seiva escorre indolente entre as minhas sedosas coxas. Assim foi que dei-me toda: as mãos, os olhos, percepção, emoção, razão e doidice, tudo junto, ora amando, ora odiando. Eu não canso. Sou mulher que assume sua sexualidade, percorri tantos caminhos e não consegui  achar –“não conheço  pessoas que vivem apaixonadas, aquele amor lindo e perfeito, idealizado,  aquele das pessoas que confundem sexo e amor e não conseguem manter relações apaixonadas e duradouras.”

Amante e mulher desejo –te bastam?  Apaixonam ?



Escrito por Poética Flor de Lis às 21h41
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Fêmea...

              
              

 Minha língua se perde entre teus poros e pelos - de tarde, de noite, quero te sorver até que  esteje pronta a teia  de sonhos e de imaginação onde te ninarei  noite e dia. Minha linguagem selvática te fala –estrondo que chega as vizinhas névoas de teu tesudo corpo. Ainda há pouco vi-te. Tão nu e genérico. És Adão que roubando as luas cheias com fantasias minhas – necessito nascer de novo – mesmo que para isso tenha que morrer.

 

E assim vou renascendo fêmea , uma , duas ...mil. Os machos me dão tesão. Falta-me coragem de dizer um ” eu te amo”. Não poderei viajar a regiões tão desconhecidas.

Descubro que é doce fantasia tê-lo apenas na folha branca onde sigo rabiscando – querendo escrever nas entrelinhas os gemidos, o louco tesão, o desejar infinito quando nossos corpos enlaçados,  num bailar de lobos de posições mais estranhas, queimam de prazer minha rosa rubra úmida, num entra e sai agoniado – e enlouquecida juro alto nunca deixar de sentir esse insano desejo...

 

Sou fêmea.

                                           (fp)



Escrito por Poética Flor de Lis às 21h39
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ÁGUA VIVA ( I )

*Imagem cedida gentilmente pelo autor o artista
                                                      Ademir Bacca.
 
ÁGUA  VIVA (I)
 
O tempo ainda é incerto - ter receio de se integrar é um descaso à verdade.
Há muito que não se ilude, as imagens turvas as substitue por uma cascata de luz. Para que fantasmas não assombre suas noites. Delírio de sonhos de criança.
Fantasias ardentes - ao raiar do dia descansam em baixo do concreto. Padecer de si mesma. Ninguém se atreve a prendê-la - é água viva. Nada do que foi voltará em forma de fugas, de hoje em diante o futuro não lhe escapará como uma onda do mar.Tempo de amor azul que passou como uma lágrima.
Senhor desejo,acorda! Toda palavra é escrita para ti, longitude e altitude
serão determinadas por ela, mas não temas - é  liquido fogo que não queima e nem escraviza e que apesar de todo o silêncio teu, ainda escreve com amor. Subscreve em tela o desejo cego que vem das entranhas de loba faminta.
 
Conto de mulher -tem curvatura de semblante negando veemente o acaso de pensar bastante em amar. Será temor da ilusão de estar apaixonada? E aquela sensação de saciez que um dia sentira? Seria tudo engano?
Lembra-se...
Foi salvação de uma existência vazia, sem paixão. A eternidade dos poemas nas páginas invisiveis de Mil e Uma Noite. Sentidos. Senti-lo de uma forma tão imaterial que parece até uma música numa vitrola do passado. Chega em forma de  perfume absinto, voraz, faminto, embriagador. É toda Água Viva minando da rosa úmida...
                                  (Fátima Pessoa) // junho/05




Escrito por Poética Flor de Lis às 15h13
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Àgua Viva II

ÁGUA VIVA (II)

 

Silêncio.É madrugada chuvosa - fica tão fácil ouvir os gemidos

do desejo entre as quatro paredes.Pressentir o orgasmo intenso entre as coxas escancaradas - a rosa rubra em fogo, pulsa em tesão, chora, soluça. Alavancando as nádegas ao encontro da imaginária espada, que vem reta,rígida, exigente. Para então descansar no lugar que é dela desde o início dos tempos. Amanhece - prateando o horizonte. Os olhos fechados ainda o vê, luta para que o coração não vá  para os braços dele. Além desses sonhos que a vida vai levando tão lentamente - suplica para que devolva  as noites em quartos espelhados, vida secreta e a esperança de que um milagre aconteça.

Senhor Destino! - liberdade para que possa seguir em busca da magia de estar apaixonada. Em toda parte vê o amor, a sombra da alma gêmea, no metrô, nas ruas molhadas pelas chuvas milenares, no oxigênio que respira. sente o toque das mãos em seus cabelos, os lábios revelam a loucura que é o desejo de beijá-lo, abafa os suspiros que são tão longos sem Ele.

 

Após tantas práticas proibidas -Nec Plus Ultra ...O gosto da canção de amor, nem ousa conter a paixão que afloram à flor da pele. Quer escrever uma canção de amor. Clara lua inundando de farta e doce Água Viva. Adormece...

 

                      (Fátima Pessoa)  //  junho/05



Escrito por Poética Flor de Lis às 12h19
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