Poética e Sensualidade


Um Ponto ...(desejo)

UM PONTO...
 
"---, TE AMO, PORQUE PUSESTES A MÃO PELA MINHA ALMA E PASSASTES POR DEBAIXO DAS MINHAS FRAQUEZAS E COM TEU AMOR FIZESTES SAIR À LUZ TODA A BELEZA QUE NINGUÉM ANTES DE TI CONSEGUIU ENCONTRAR. VEM,...VAMOS DIVIDIR - PARA PODERMOS SOMAR. EU VOU TE DAR O QUE TE FALTA E TU ME DARÁS O QUE TE SOBRA E JUNTOS, COMPLETOS COMO A CAPA E A ESPADA- O SABOR DO DOCE E O GOSTO DO MEL."
Foram estas as palavras - como promessas, as últimas frases lindas que ouví de Ti, Senhor Desejo. Desde então tudo é silêncio...
Recordar, recordar...
Hoje, nem sei porque ainda fico rabiscando estas frases lindas---que um dia encheram minha alma de encantamento. Naquele tempo teu desejo e paixão pareciam intensos e verdadeiros. E neste exato momento, Senhor Desejo, pensando em voz alta, descubro de uma maneira tão estranha que sempre te amei- desde o inicio dos tempos -  , quem sabe se um dia tu descobres que lábios,pele, beijos, coração e toda a orgia poética dos meus sentidos ainda desejam o teu tesão.
 
Eu sei que nudez minha e prazer Tu  ainda vês - é tatuagem na pele de lobo que Tu sempre serás,  mesmo que silencioso tu te mantenhas.
Imagino que  dirias assim para mim -( com tua segurança rotineira  de cada dia nosso) : - Por que choras, mulher? Para que consigas me comover com tuas lágrimas?...Ou que te aperte novamente em meus braços e te acalente, tal qual se faz quando se nina uma criança?"
 
Senhor Desejo,...te responderia que estarei em sala escura, caminhando ás apalpadelas em busca de uma janela - para voar, sou uma beija -flor sem par. Não te preocupes, não te importunarei, suportarei o desejo de ver a cor do teu olhar e de provar novamente o gosto de tua pele. Serei apenas um ponto...
 
Sou um ponto - e fim. Sem cor, sem intensidade, nenhuma dimensão significativa - dentro da escuridão inócua e infinita do universo - o máximo imaginável de Solidão.  
                             (Fátima Pessoa)
 


Escrito por Poética Flor de Lis às 18h05
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O Lobo e a Poetisa...


Aconteceu: O Lobo e a Poetisa...

FOI UMA VEZ,
"Uma Poetisa...
triste alheia em sua guarida
Sentindo simplesmente a alma ferida
Pelo espinho bem cravado no coração,
Sente noite dentro, o silêncio de dor
Quebrado com uma canção de amor.
Allto...voa alto toda a sua imaginação.
Seu triste canto, dá lugar à desesperança
Ao lamento triste do abandono..."
.........................................................
Na sua toca...em rocha dura cravada
Em seu coração por um Lobo esperto.
Sangra...sangra e uiva em silêncio.

Tanto tempo que não sabe dele...Ele a esqueceu.
Aquela paixão que parecia tão sincera - teria sido tudo farsa?
Ele a esqueceu com tanta facilidade...

A certeza hoje sabe: ele queria apenas um
casinho com a poetisa... roubam-lhe o pensamento
e de tão triste e decepcionada - faltam-lhe
a inspiração e a vontade de viver...

(...telefonei-te de casa, estava pronta para te ver,
sentido-me muito sozinha e com saudades de ti,
e o que ouço? - a tua voz fria...ríspida: "estou numa
reunião quando terminar te telefono..."mas ...
teu telefone estava desligado, uma hora depois...
e assim continua...
O que te fiz , meu amor?..Não sei...estou triste,
vazia, tranco-me entre quatro paredes para que
não me vejam chorar. Estou em pedaços...sabias?
Mas não consigo parar esse desejo que sinto
por ti ...

Não queria apenas sexo - QUERIA AMAR.
Na verdade nunca me dissestes :
EU TE GOSTO - foi um sonho -uma ilusão que
alimentava, mas, agora despertei).
Minha alma é um eterno mirar sobre o suave remanso das ondas marítimas. Mesmo admirando os campos, o cheiro da mata molhada, o orvalho que faz a noite cintilar e espalhar a luz da lua em pequenas porções por sobre as folhagens, o azul: uma de minhas cores preferidas, onde encontro descanso verdadeiro - é mesmo contemplando o mar. É ali onde meus olhos flutuam, onde volto pra casa.
(A d e u s. Não me farás mais de "Bobinha".
Não voltarei a te escrever,
Nem um poema, nem um soneto, nem uma lágrima,
Nem um pulsar do meu coração.
Quero te odiar até o último dia de minha vida.
Fica onde é teu lugar - - no meio
de outros falsos e prepotentes.
Mas lembra-te! O TEU TEMPO DE FALSA GLÓRIA
SE ESGOTA! correndo, correndo por valas putrefatas
da vida - só tu é que não percebes.
Eu, encontro-me em paz, na minha terna solidão.
E aos poucos deixo-me acarinhar novamente por um poeta
que me faz sentir que sou amada...Não importando as
circunstâncias do cotidiano. Te odiarei até o último
dia de minha vida).


Será que o céu ouviu o seu lamento?
Ou a quer mais castigar dando-lhe dor,
Neste assoprar de mistériosos acontecimentos?

Seja o que seja, irá esquecer o momento
O mesmo, paira no ar, (ainda?)..doce lembrança...
Como criança, lê no céu, era uma vez...
O REcomeçar do amor...

Fátima Pessoa

Escrito por Poética Flor de Lis às 15h10
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APOCALIPSE...

Calei-me. É o peso de viver deixando-me silenciosa. Há muito que os sonhos de menina jaz em berço esplêndido - mas ainda estão lá- escritos com fios de ouro no colossal diário dos céus. E netuno espia rindo com a boca escancarada,na alegria perversa da certeza das indesejadas das gentes - alimentando-o.
Palavrear seco? Ferem alma de poesia?
Coragem de viver. Coragem... faz com que eu queira ficar oculta. Necessito esconder o que precisa ficar oculto. Sonhar é ótimo, e melhor ainda quando em segredo- dá tempo de ensaiar o verdadeiro Eu que somos.
Somos - no crepúsculo da vida como carvalhos. Aliás esqueci que sou quase centenária. E da rosa faço prosa. Do fel o mel, com o qual eu adoço os lábios de quem desejo.
Continuo sozinha, combativa -guerreando com a solidão nossa de cada dia.E tendo que conviver com a eterna comédia humana - amores, ódios, ambições, paixões desencadeadas pela eterna luta dos indivíduos pela conquista de riquezas e de poder sobre os outros. Acabo de deixar registrado o porquê do mundo ser tão nu e cru. Há muito que não recebo rosas, esqueceram-me no tempo.
Sou demodê.

Todas as coisas algo têm de belo, mas nem todos os olhos sabem vê-lo, já ensinava Confúcio. Já é muito tarde -, a natureza se vinga em todo o planeta. É uma longa viagem ao desconhecido - e a entrada no que não se conhece -pode ser viagem sem volta.
Certa ocasião chamaram-me de maluca beleza que teima em ultrapassar devagarinho com passo de felina os limites da sua própria fragilidade de pequenez humana - numa tentativa de não sucumbir com as feras criaturas humanas.
Antes que venha o Apocalipse...
(Fátima Pessoa)



Escrito por Poética Flor de Lis às 15h03
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NUDEZ ERÓTICA...



NUDEZ ERÓTICA

Meu corpo nu e intransigente
roça febril teu corpo másculo de Lobo,

percebe a necessidade vital de
tocar seus pêlos, de querer-te, enterrando-se

através de minhas entranhas lambuzadas de seiva .



Eu, docemente submissa à tesão de tua carne

avolumada, faminta e quente - me faz delirar,
me faz deslizar a boca, a língua, os dedos e, por fim,
em todos os sonhos de prazer.
Tua mão quente e atrevida me acaricia - explorando a pele macia que logo se arrepia.



Salivas desgarradas descem de minha língua
e feito louca te beijo na boca.
O fogo dos meus e dos teus lábios
me queima, me arde, me sufoca como se

não pudesse mais respirar.

Provoca-me esse teu olhar de caçador, me

enche de fantasias - sonhos hedonistas impublicáveis.

Como te desejo!

Um queimor no sexo...imaginando o bailar de nossos

corpos - sexos intumescidos, molhados, canibais - num

ir e vir sem fim. Até quedarmos exaustos, saciados e ...

felizes adormecemos.



(Ah! Com certeza já não posso sonhar

nem sentir - tu és livre ...enquanto eu...

Mas para sempre lembrarei de ti -Senhor

Desejo. Beijos em teu coração - assinado:

Senhora Solidão)

Fátima Pessoa

Escrito por Poética Flor de Lis às 14h55
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E n c o n t r o


ENCONTRO...
A amizade dá sentido à vida - é verdade. Mas a paixão dá um colorido que encanta o coração. No cotidiano meu a busca foi sempre presente - talvez prevendo a suprema alegria do ENCONTRO - E assim foi comigo quando te encontrei.
E dias felizes são tão raros...onde sentimentos se tornam existência e sonhos se tornam pensamentos - metamorfoseados em melodias e poemas inesquecíveis. Neste momento sinto saudades tuas - como se minha alma intuísse que tu me esquecerias tão rapidamente - me deixando na boca um gosto do mel...

Talvez eu tivesse pedido muito aos céus...Não sei. Sinto-me tão triste.
Fátima Pessoa

Escrito por Poética Flor de Lis às 14h38
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